du.CAna


29/12/2012


Correio do Pampa 169

 

Edição 440

29 & 30 de dezembro - Ano 2012

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Capa da semana

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Coluna do  JN Canabarro

publicada na página 03 do

Correio do Pampa impresso.

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Espaço du'CAna

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Erros lamentáveis

Na sexta-feira 21 de dezembro, lá pelas duas horas da madrugada, enviei para o jornal, por e-mail, o texto da página (Como sempre faço). Como estava encima da hora para sair de viagem à capital do Estado e só voltaria no sábado, não tive tempo de revisar e corrigir os possíveis erros, e foram tantos. Por isso peço desculpas aos leitores. Erros de grafia, concordância verbal e concordância nominal não são toleráveis, por isso desculpem-me. Isso não pode se repetir. Mas quem quiser ver os erros corrigidos é só acessar o blog: http://jn.canabarro.zip.net  lá estão postadas todas as colunas deste espaço.

Pequenas atitudes

A RBS TV/Bagé está fazendo uma reportagem sobre o lixo aqui na cidade e conversamos rapidamente com os repórteres sobre o lixo jogado nas ruas e o estado das lixeiras das principais vias públicas. Ligeiramente podemos dizer: o povo tem o hábito de jogar o lixo que produz em qualquer lugar. Comeu um bom-bom, papel no chão. Acabou de fumar, ponta de cigarro ao chão. Bebeu um refrigerante ou cerveja, lata junto ao cordão da calçada e assim vai. As lixeiras que ali estão para coletar esses resíduos estão completamente destruídas pelos vândalos, se alguém quisesse usá-las não poderia. Diante disso, eu levo o meu lixo para casa e não jogo na rua. Por que procedo assim? Por que a maioria não faz isso? O leitor seria capaz de rebentar com uma lixeira pública? Eu não. Por que certas pessoas destroem as lixeiras, bancos das praças, quebram lâmpadas, não respeitam a coisa pública? Diríamos, não têm educação, civilidade, senso crítico. E nós, que respeitamos tudo isso, onde adquirimos nossos hábitos, nossos costumes, nossa “educação”? Lembremos também, que vândalos existem em todas as classes sociais. Há vândalos que não se limitam em destruir lixeiras, vão mais longe, arrastam com seus automóveis cães vivos. Outros chegam ao requinte de queimar índios e mendigos. Quem é essa gente que joga papel ao chão, que quebra lixeira, que queima mendigos?

Atitudes no supermercado

No Righi da Uruguai, tem cartazes pedindo que o carrinho, depois de vazio, seja passado pelo caixa. Com isso se evita o engarrafamento de carrinhos vazios impedindo de que outros fregueses cheguem ao caixa. Num dia destes mostrei o cartaz a uma senhora para que ela passasse o seu carrinho que deixara na frente do meu, ela se zangou, foi até meu trabalho queixando-se de que eu lhe chamei a atenção, acreditando que lhe desrespeitei. Noutro dia o caso se repete com uma dona que andava com o filho, ou netinho, deixou o carrinho trancando o caixa, mesmo lhe mostrando o cartaz, ela se negou de passá-lo. Falou em alto e bom som: - Não vou passar o carrinho... E não passou mesmo. Também não pagou o todinho que o filho, ou neto vinha tomando e ela deixou a embalagem vazia numa estante antes do caixa. Bebeu e não pagou, que sem vergonha.

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Em Canoas com o deputado

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Deputado Federal Marco Maia e o vereador Dr. Aquiles Pires

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O vereador  Dr. Aquiles Pires, depois de se reunir com sua base e ser convidado a estar em Canoas, cidade natal do Deputado Federal Marco Maia e cumprir agenda com o Presidente da Câmara Federal, nosso edil apresenta projetos ao deputado levando em consideração os anseios da comunidade santanense. Também estive presente nessa reunião e me foi apresentado Cuca Pereira, responsável pelos projetos culturais junto ao gabinete do Dep. Marco Maia. Esses primeiros encontros, antes mesmo de assumir, estão servindo para aquecer as baterias. Tão logo após a posse, seguindo as propostas de governo, não se medirá esforços para transformar a gestão do Professor Glauber Lima prefeito de Livramento num governo propositivo, participativo e democrático. A participação de todos, desde lá do alto até aqui, será uma corrente de realizações.

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Caminhos de Valda

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No Núcleo de Estudos Fronteiriços – Ufpel, nesta quinta-feira próxima passada, foi exibido o filme/documentário com roteiro e direção de Marlon Aseff, que trada da vida da artista plástica catarinense Valda Costa. Marlon é um grande cineasta, falta descobrir-se. Depoimentos emocionantes de vários artistas plásticos, marchand, colecionadores, professores, comentando a obra e vida da emocionante Valda. Não foi proposta do filme, há relatos de que Valda chegou a produzir quase 800 quadros. Na década de 70, a artista teve suas obras reconhecidas. Pobre, negra, obteve uma ascensão meteórica. Mas seu fim foi dramático, chegou a ser internada no Instituto Psiquiátrico e morreu pedinte. Depois o professor e artista plástico uruguaio Osmar Santos comenta sobre a obra da artista e a professora Enilda Martins, do Centro Cultural Zumbi dos Palmares fala dessa mulher negra, pobre e artista, hoje reconhecida a sua obra.

Escrito por jn canabarro às 21h35
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23/12/2012


Correio do Pampa 168

 

Edição 439

22 & 23 de Dezembro - Ano 2012

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Capa da semana

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Coluna do   JN Canabarro

publicada na página 03 do Correio do Pampa impresso

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Espaço du'CAna

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Por ocasião da diplomação

Eu estava reparando... Salvaguardando as individualidades, eis a importância do grupo. Uma equipe de trabalho, assim como uma equipe futebolística, cada peça tem seu valor e função dentro do time. O jogador goleador, o goleiro que defendeu o pênalti, eles cumpriram sua função e são tão importantes quantos os outros da equipe que lhes deram suporte para que eles atingissem seus objetivos. Um diretor de teatro é tão importante quanto o ator coadjuvante. Aprendi com a equipe de "O tempo e o vento" - filme do Jayme Monjardim. Atores renomados fazendo cenas de 10, 15 segundos, num filme de 2 horas que conta uma história de 200 anos, com 116 personagens e tem seus atores e atrizes famosos, mas o trabalho grandioso dos principais protagonistas fica tremendamente melhor pela presença de quase 2000 figurantes. Não vi no rosto de nenhum daqueles astros a soberba, nenhum subir ao pedestal para mirar os outros abaixo. A humildade forja os grandes homens. Como é bom a gente estar rodeado pelos nossos iguais. Um abração aos diplomados e em especial ao Aquiles. Embora tu não sejas o goleador, és fundamental à equipe, és o nosso esteio. Quando o diretor gritar ação, estarás seguro em cena. Nos bastidores uma legião, porque assim é a vida. Se virtuoso como és!

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Vereador Aquiles Pires e alguns de seus apoiadores.

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Importância ao que tem importância

Não sei por que acontece assim, ou melhor, sei, mas não carece maiores explicações. Muitos artistas de novelas, cantores famosos, só aparecem na rede de televisão onde têm contratos. Também só recebem prêmios promovidos pelas suas próprias emissoras. Às vezes, um ator para aparecer noutro canal tem de ter a permissão do empregador, como por exemplo, um ator da Rede Globo ser entrevistado pela TV Brasil. Já vi a Leda Nagle agradecer pela gentil cedência por este ou aquele ator que participou no Sem Censura. Já imaginaram isso acontecer aqui na nossa cidade, as pessoas serem entrevistadas, noticiadas somente nas emissoras e jornais onde tiverem vínculo? (O vínculo pode ser comercial, empregatício ou ideológico.) – Num antigamente não muito distante, um jornal não publicava, nem pagando, qualquer coisa vinda de um sindicato. Claro que se a notícia fosse desabonadora era capaz até de ganhar a manchete de capa. Não sei por que, cada vez mais gosto da “verdadeira” liberdade de imprensa. Aquela que não se preocupa só com o que vende, mas com a importância do que tem importância.

Ainda não assumi

Faltam dez dias para me tornar vidraça (Secretário da Cultura, Esporte e Lazer), como brinquei com o atual prefeito, meu amigo, professor Wainer Machado. Antes eu era estilingue. Mas aproveito esse tempo, antes para uma reflexão e também para alinhar algumas ideias. Nesse exercício mental me vem à mente todos os discursos e críticas que dirigi às autoridades e dirigentes da cultura desde os tempos do Professor Rubens Callero, da professora Leone Simões Pires, quando foi criada a Sala Cultural. Esse espaço foi meu palco para muitas peças teatrais. Mas essa relação Artista/Sala Cultural/Prefeitura Municipal nem sempre foi harmônica. Ora não tinha cortinas nas portas e janelas, ora faltava iluminação, ora a ocupação da sala com outras atividades nem tão artísticas. E, com o passar do tempo, de minha parte recebendo a maior crítica, que o tempo me deu razão. O descaso com a Sala Cultural Professor Antônio Francisco Pereira Alves – Prof. Chiquinho. Desde a sua fundação, 1983, aquele espaço que é lindíssimo, elogiado por muitos artistas de fora, quando nos visitam, foi se descaracterizando, regredindo, deteriorando-se. Hoje está sem iluminação, faltam cortinas, tratamento acústico e até as cadeiras diminuíram de número. E ficou por aí? Não. Foi interditada pela existência de goteiras. E no prédio existem dois pavimentos acima da sala. Os outros pavimentos não foram interditados. A sala foi...

Vai que é tua, Secretário

Músicos e cantores temos muitos e talentosos, dançarinos e bailados tipo exportação também temos, artistas plásticos, desde fotógrafos até os ceramistas, pintores, escultores são muitos. Livramento é bem servida de artistas dos mais variados gêneros e das mais variadas manifestações. Os artistas gostam de produzir, depois de pronta mostrar suas artes. A disposição da Secretaria da Cultura, Esporte e Lazer temos o Museu Municipal David Canabarro, a própria Sala Cultural, a Casa de Cultura Ivo Caggiani, a Biblioteca Pública Municipal Rui Barbosa e a Casa do David Canabarro. Possivelmente venhamos ter aos cuidados da Secretaria a casa da antiga Estação Férrea que está sendo restaurada (Não tenho certeza disso, me falaram). Juntando todos os artistas, todos esses lugares e reestruturar, aperfeiçoar, construir e otimizar os espaços, buscando atendê-los, quem sabe dentro de pouco tempo tenhamos por mais vezes e com mais qualidade o encontra dos fazedores de artes com o público que consumirá e aplaudirá nossos talentos. Vou apostar nisso.

Escrito por jn canabarro às 01h31
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