du.CAna


12/01/2013


Correio do Pampa - Espaço du'CAna 171

 

Edição 442

12 & 13 de janeiro

2013

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Coluna do

JN Canabarro

publicada na página 03

do Correio do Pampa impresso.

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Encontro com Federico Bonani

O cinema sempre foi e será uma arte fascinante. Ficar duas horas no escurinho da sala de projeção, vendo na telona o desfile dos atores com seus personagens que nos contam uma história, plateias do mundo inteiro se emocionam com a “7ª Arte”. Na nossa infância os “bang bangs”, os filmes de capas e espadas, as comédias do Mazzaropi ou Cantinflas... Enfim, difícil viver sem o cinema. Até mesmo na televisão, o cinema em casa, as novelas, os DVDs, mas por trás desse glamour todo há uma indústria, uma grande indústria que vai além dos artistas. Diretores, técnicos, produtores, uma gama enorme dos mais variados profissionais que trabalham por detrás das câmeras, nos estúdios de filmagens, montagens e edições. Hoje compreendemos o cinema muito mais que assistir filmes, já nos interessa os bastidores, torcer para que seja produzido na nossa cidade... Claro que se pode fazer cinema aqui em Livramento, aliás, já foi feito vários filmes aqui na fronteira.

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Bonani, um cineasta santanense

Seria muito importante para a nossa cultura, para nosso conhecimento, termos um encontro com esse profissional, que é motivo de orgulho pra nossa gente. Federico Bonani, jovem que desde cedo, vem mostrando talento por trás das câmeras. Trabalhou com Sergio Silva (Anahy de las Misiones), com Tabajara Ruas e Beto Souza (Netto perde sua alma), na Rede Globo com a mini série “A Casa das Sete Mulheres” com Jayme Monjardim. Na seqüência de sua carreira foi diretor de cenas em várias novelas da Rede Globo e recentemente, como assistente de direção de Jayme Monjardim participa das filmagens do longa “O Tempo e o Vento”, filmado em Pelotas e na cidade cenográfica de Santa Fé em Bagé. Federico Bonani estará em Livramento para um bate papo descontraído e você, leitor, leitora, poderá estar presente. Já temos o local desse encontro. Será ali na 19ª CRE – Coordenadoria Regional de Educação – dia 28 de Janeiro, segunda-feira, às 19 horas.

Film Commission

Uma palestra com o diretor Bonani pode colocar Santana do Livramento no mapa das grandes produções. Vamos ouvir de suas experiências, sua trajetória, vivências, desafios e expectativas, da importância da existência de uma Film Commission (entidade que difunde produção audivisual local). Sua presença entre nós será de motivação a produção cinematográfica e também renovar entusiasmos a todas as artes. Dia 28, 19 horas, na 19ª CRE: Encontro com Federico Bonani.

Cuidado com o acervo...

Conversando com um amigo sobre as condições lamentáveis do prédio que acolhe a Secretaria Municipal de Educação, o Museu Municipal David Canabarro e a Sala Cultural, fui alertado sobre a possibilidade do Município ser multado por essa situação. O mofo, as goteiras, o estado precário da fiação elétrica coloca em risco o acervo do museu. Disse mais o amigo, se o Ministério Público passar pelo museu será uma pressão muito grande e haverá multas. Foi quando comentei sobre a sorte do Wainer Machado, deixou a casa cair e quem pode sofrer multa será o prefeito Glauber. Mas não vamos deixar isso acontecer, haveremos de encontrar um solução rápida e daremos as condições mínimas para o museu e para todo o prédio. O amigo lembra do projeto de tombamento e eu lembro do projeto de “erguimento”. Se os prédios fossem devidamente conservados, não necessitariam de “restaurações”...

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A propósito, o responsável por esse acervo agora sou eu, JN Canabarro. Quem era o responsável anteriormente?

Escrito por jn canabarro às 21h41
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05/01/2013


Correio do Pampa 170

 

Edição 441

05 & 06 de Janeiro

2013

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Capa da semana

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Coluna do  JN Canabarro

publicada na página 03

Correio do Pampa impresso

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Espaço du'CAna

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Quem espera nem sempre alcança

Os moradores já comunicaram várias vezes pelo 0800, que com os ventos e chuvas fortes que freqüentemente tem acontecido na fronteira oeste, um poste da Rua Tiradentes corre sério risco de cair e ninguém se atreve a dimensionar o tamanho da tragédia que poderá causar. Menos de cem metros, na mesma Rua Tiradentes com a Rua Bento Gonçalves, um poste em condições semelhante caiu sobre uma casa e ainda está lá deitado, encostado na parede. Um outro na Rua General Neto caiu e já foi substituído por um poste de concreto. Os moradores não sabem qual é a política da empresa encarregada da manutenção da rede elétrica, se é de trocar o poste antes que caia ou só troca depois que cai... De qualquer sorte, a aflição dos moradores quando chove é enorme. Por enquanto contam com a vontade de Deus.

 

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Poste elétrico aguardando a troca ou na pior das hipóteses, aguardando uma tragédia.

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Cineasta santanense agenda visita

Conversando com o amigo Federico Bonani nos fez saber que estará em Bagé nos dias 16 a 20 de janeiro fazendo uma “Workshop” e um filme na cidade que os abrigou por ocasião das filmagens de O Tempo e o Vento – de Jayme Monjardim. Fredi desenvolverá esse trabalho com os alunos do curso. Mostrando disponibilidade e aproveitando sua também estada de quatro dias em Livramento, sua terra natal, Federico Bonani agendou uma série de encontros com empresários da cidade e com o presidente da ACIL, Sérgio Oliveira. Prontamente o cineasta santanense aceitou nosso convite (através da Secretaria Municipal de Cultura Esporte e Lazer) para um encontro com interessados sobre cinema, um bate papo sobre suas experiências e expectativas profissionais, uma troca de idéias e alternativas para fomentar o cinema e artes em geral na nossa cidade. Agendamos para o dia 28, segunda-feira, às 19 horas, só falta definir o local desse “encontro com Federico Bonani”. A partir de segunda-feira estaremos providenciando os convites.

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Federico Bonani - Assistente de direção de Jayme Monjardim no filme; "O Tempo e o Vento"

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O valor que os outros nos dão

Eu não sei o que é mais importante, se o autor falar de sua obra ou deixar a obra dar o destaque ao seu autor. Às vezes se faz necessário que falemos, até mesmo para que a nossa obra seja conhecida. Não é menos importante falarmos sobre o nosso trabalho, principalmente se o que produzimos é conhecido e valorizado pelos outros. É a tal coisa: falar do santo e mostrar o milagre. A cada dia que passa descubro coisas, assim como: a importância e a responsabilidade que tem a nossa função (atividade profissional, atividade artística, etc. etc...), aquilo que fazemos e como nossa tarefa é percebida pelos nossos colegas de trabalho, pelos nossos amigos, nossos familiares, as pessoas que de uma forma ou de outra entram em contato conosco, ou com aquilo que produzimos. Essa relação produz um valor maior ou menor, mas só é um valor real se a obra existe. Os ausentes, ou aquelas pessoas que fazem pouco, ou que fingem que fazem, ou dão dimensão exagerada ao que fazem, o que querem despertar nos outros quando falam de suas obras? Neste caso as obras falam mais alto. Nunca subestime a capacidade de percepção dos ouvintes. Alguns poucos são ingênuos, em maior número, perspicazes!

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Somos reais ou somos personagens?

Quando nossos filhos, ou netos, nos pedem um sorvete, ou um livro, ou um computador, eles têm a noção do que fazemos para ganhar nosso dinheiro, nosso salário? Não está em discussão se o salário está defasado, ou é justo ou injusto. Que essa discussão se dê dentro do sindicato. Pergunto se eles fazem uma idéia da importância que damos ao nosso emprego, da relação pessoal que dispensamos a nossa atividade? Se desejamos aos nossos que eles procedam profissionalmente como nós quando forem adultos? Acho que as pessoas se realizam quando os outros percebem quão importante é aquilo que fazem. Fingir que se faz, só no palco.

 

Escrito por jn canabarro às 00h12
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