du.CAna


23/02/2013


Correio do Pampa 176

 

Edição 447

23 & 24 de Fevereiro

2013

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Artistas e os espaços culturais

Muitos artistas locais, antes de eu me tornar qualquer coisa, já os ouvia, queixavam-se da falta de apoio, de espaço, de valorização. O dramaturgo da BR, quantas vezes ficou sem poder usar a Sala Cultural por falta de datas e datas previamente agendadas ficaram só no papel. O coreógrafo foi exonerado, teve seu lugar ocupado por uma pessoa que tinha de contratar outro coreógrafo porque criar coreografia não lhe era do saber. Quantos artistas e artistas sentiram-se preteridos, sem ser escutados e quando com recursos próprios e de suas iniciativas mostravam suas obras, ajudaram a engrandecer a cifra dos números dos belos relatórios.

Espaço para quem de espaço precisa

Com certeza, fazer uma composição musical, podemos mostrar aos amigos, mas levar ao público a coisa não é tão fácil, por isso a municipalidade precisa se aparelhar e dar condições às estruturas para poder atender a demanda dos artistas. Criar uma peça teatral, ensaiar, montar cenário e apresentar ao público onde? Uma cidade que se preza tem de ter o seu teatro, a sua casa de espetáculos. Apresentações teatrais, musicais, poéticas em um espaço previamente preparado para cada espetáculo, além de motivar às produções artísticas culturais, desperta na população a vontade de querer assistir os mais diferentes tipos de espetáculos.

Um recadinho do facebook

Parabéns, Canabarro, por ser o Secretário Municipal de Cultura de nossa cidade. Bom saber que desta vez temos um artista e professor como secretário, que prestigia e entende os sacrifícios e problemas que enfrentam a área artística e cultural em nosso município. Espero que dessa vez os artistas santanenses e os projetos culturais de nossa cidade, que por muitas vezes não são valorizados, perdendo apoios e oportunidades para projetos de fora da cidade, tenham seu valor, destaque e apoio dessa nova Secretaria!!! Vamos valorizar a cultura e a classe artística santanense! Abraços e Boa sorte!!!

Nem todos são iguais

Realmente, nem todos são iguais e nem todos tem os mesmos objetivos. Sem querer comentar o recado acima, tecido por uma amiga artista, futura cineasta, que sempre esteve perto de quem estava no governo e agora tem esperanças nos que estão chegando ao governo, ela perceberá: todos os espaços sob a responsabilidade da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer estarão sendo revitalizados e preparados para uso dos artistas sem restrições a estes ou aqueles. Farão uso todos os que se enquadram dentro de uma condição artística mínima, que nem tudo é arte, mas desde que chegue a “condição de arte”, já será objeto da nossa atenção...

Desabafo de um velho folião

Eu sou do tempo do “Corso” ali no largo do Internacional, com um coreto, com blocos carnavalescos, as múrgas de Rivera, do tempo do Pierrot e da Colombina e muito confete e serpentinas. Sou do tempo dos mascaritos, dos concursos de fantasias, carros alegóricos... Depois dos Prediletos, dos Cariocas, vieram as “Escolas de Samba” e transformaram o nosso carnaval local numa cópia (pobre) do carnaval carioca e colocaram arquibancadas, nunca mais o carnaval de Livramento, que era livre, popular e participativo, com o povo na rua, com mesas sobre as calçadas do Bar Tupinambá, do Palacinho, os autofalantes nos postes e a passagem dos carros enfeitados subindo e descendo a Sarandi, retornando no largo do Internacional, carnaval que sempre foi binacional, nunca mais, acabaram com o corso. E o bom do carnaval é a sua diversidade. Povo sentado não faz carnaval, assiste.

Escrito por jn canabarro às 16h21
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